ProsAmorosa


08/03/2012


DIA  INTERNACIONAL DA MULHER : ELA PROGRIDE NA 
SOCIEDADE , MAS  NO GERAL, ACUMULA FUNÇÕES



Mulher da vida, minha irmã./Pisadas, espezinhadas, ameaçadas./Des
protegidas e exploradas./Ignoradas da Lei, da Justiça e do Direito./Ne
cessárias fisiologicamente./Indestrutíveis./Sobreviventes.

A poesia Mulher da Vida, de autoria da escritora Cora Coralina, foi de
dicada ao Ano Internacional da Mulher em 1975, fase em que as mulhe
res estavam determinadas a modificar a condição em que viviam e con
quistar autonomia, espaço na sociedade e direitos. O trecho mostra a
desvantagem de ser mulher. Hoje, a situação é diferente. A condição
mudou. A mulher conquistou o espaço almejado, mas o acúmulo de fun
ções acabou gerando cansaço e queixas.

Quem explica é a psicóloga Marisa Micheloti, que atua no Hospital das
Clínicas e na Faculdade de Medicina USP. Administrar o tempo aos pa
péis, ou talvez ter que se conscientizar de que vai ter que abdicar de
certas funções para exercer outras, tem sido o maior problema. Elas re
clamam que não existe final de semana, pois todos os dias têm ocupa
ções. Portanto, não relaxam.

‘‘Para isso, ela precisa deixar o homem vir para dentro de casa do jei
to dele, não do jeito que ela quer ou acredita ser o certo. A mulher es
tá em um movimento de delegar e gera na relação a sensação de che
fia. Os homens não aguentam isso’’, ressalta Marisa.

 A mulher atingiu o objetivo de transformar alguns conceitos e tem a
necessidade de se sentir útil no mercado de trabalho, colaborar com a
economia doméstica, manter-se bem-informada e atualizada, ter o lar
em ordem, ser referência para os outros e ensinar como se pode viver.
E bem.
 
‘‘Na atualidade, ela pode conquistar sua autonomia e o desejo a partir
de suas escolhas. A participação da mulher na sociedade tem sido
com muita garra e perseverança, o que determina o receio de retroce
der a uma fase anterior, de submissão e desrespeito’’, declara a psicól
oga.

Equilíbrio

 O psiquiatra Luiz Cuschnir explica que o século 20 foi o momento
da mulher firmar sua participação na sociedade, muito além do papel de
mãe e companheira.

Agora, no século 21, é hora de equilibrar as conquistas. ‘‘Ela já sabe
tudo, ou quase tudo. Mas há muitas insatisfações que são geradas por
todas as funções que ela sabe que pode exercer. As mulheres sentem
a dor do que deixam de vivenciar, principalmente o amor’’, afirma Cus
chnir.

Por outro lado, conforme o médico explica, há muito que se comemo
rar hoje, Dia Internacional da Mulher. ‘‘Existe a liberdade de falar, escre
ver, estudar, fazer tudo o que está relacionado com a valorização co
mo ser humano’’.

Entretanto, o acúmulo de funções pode levar as mulheres a terem tan
to problemas psíquicos quanto psicológicos, interferindo em seu dia-a-
dia.
                         
‘‘A tendência é de deixarem de lado o desenvolvimento amoroso com a
família e uma maior sobrecarga nas questões econômicas, o que gera an
siedade, propicia quadros depressivos, síndrome do pânico, inclusive si
nais como insônia, infertilidade e doenças mais severas como dependên
cias de álcool, químicos, cigarros e distúrbios obsessivo-compulsivos’’,
declara o especialista.
Por Simone Tobias/A Tribuna

Escrito por Nilceu às 18h02
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