ProsAmorosa


17/07/2011


O ANEL

Há muito tempo, numa cidade qualquer do interior, um jovem que vivia 
desanimado dirigiu-se ao seu professor:
- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa que não tenho forças para fazer nada. Me dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
O professor, sem olhá-lo, disse-lhe:
- Sinto muito, meu jovem, mas não posso ajudar. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa, falou:
- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa lhe ajudar.
- Claro, professor - gaguejou o jovem, logo se sentindo outra vez desvalorizado 
e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava 
no dedo mínimo deu ao garoto, dizendo:
- Pegue o cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho de pagar uma dívida. É preciso que você obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vai e volta com a moeda o mais rápido possível.
O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava a moeda de ouro, alguns riam, outros saiam, sem ao menos olhar para ele. Só um velhinho foi amável, a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas. Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e, assim, receber ajuda e conselhos. Já na escola, diante de seu mestre, disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. 
Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho 
que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
- Importante o que disse, meu jovem... - o professor disse, sorridente
- Devemos saber primeiro o valor do anel. Pegue novamente o cavalo e vá até o joalheiro. Quem poderia ser melhor para saber o valor exato do anel? Diga-lhe que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dá. Mas não importa o quanto ele lhe ofereça, não o venda... Volte aqui com meu anel.
O jovem foi até o joalheiro e deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
- 58 MOEDAS DE OURO!!! - exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que, com tempo, eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...
O jovem correu emocionado à escola para contar o que ocorreu. Depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, o professor disse:
- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um "expert". Pensava que qualquer um podia descobrir seu verdadeiro valor?
E, dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo.
Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos, andamos por todos os mercados da vida, pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.
Porém ninguém, além do Grande Joalheiro, sabe o nosso valor!

Escrito por Nilceu às 23h18
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O   FILHO


Um homem muito rico e seu filho tinham grande paixão pela arte. 
Tinham de tudo em sua coleção, desde Picasso até Rafael. 
Muito unidos, se sentavam juntos para admirar as grandes obras de arte.
Por uma desgraça do destino, seu filho foi para guerra. 
Foi muito valente, e morreu na batalha, quando resgatava outro soldado.
O pai recebeu a notícia e sofreu profundamente a morte de seu único filho.
Um mês mais tarde, justo antes do Natal, alguém bateu na porta...
Um jovem com uma grande tela em suas mãos disse ao pai:
- "Senhor você não me conhece, mas eu sou o soldado
por quem seu filho deu a vida, ele salvou muitas vidas nesse dia e,
 estava me levando a um lugar seguro quando uma bala lhe atravessou o peito,
morrendo assim, instantaneamente.
Ele falava muito do senhor de seu amor pela arte".
E o rapaz estendeu os braços para entregar a tela:
"Eu sei que não é muito, e eu também não sou um grande artista,
mas sei também que seu filho gostaria que você recebesse isto".
O pai abriu a tela. Era um retrato de seu filho, pintado pelo jovem soldado.
Ele olhou com profunda admiração a maneira em que o soldado
havia capturado a personalidade de seu filho na pintura.
O pai estava tão atraído pela expressão dos olhos de seu filho,
que seus próprios olhos se encheram de lágrimas.
Ele agradeceu ao jovem soldado, e ofereceu pagar-lhe pela pintura.
"Não, senhor, eu nunca poderia pagar-lhe o que seu filho fez por mim.
Essa pintura é um presente".
O pai colocou a tela a frente de suas grandes obras de arte,
cada vez que alguém visitava sua casa, ele mostrava o retrato do filho,
antes de mostrar sua famosa galeria.
O homem morreu alguns meses mais tarde, 
e se anunciou um leilão de todas as suas obras de arte.
Muita gente importante e influente, com grandes expectativas de
comprar verdadeiras obras de arte. Em exposição estava o retrato do Filho.
O leiloeiro bateu seu martelo para dar início ao leilão.
- Começaremos o leilão com o retrato o Filho. Quem oferece por este quadro?
Um grande silêncio...Então um grito do fundo da sala:
"Queremos ver as pinturas famosas! Esqueça- se desta!". O leiloeiro insistiu...
"Alguém oferece algo por essa pintura? $100? $200? ... Mais uma vez outra voz:
"Não viemos por essa pintura! Viemos por Van Goghs, Picasso,..
Vamos às ofertas de verdade... Mesmo assim o leiloeiro continuou:
- "O Filho! O Filho! Quem leva o Filho?" Finalmente, uma voz :
- Eu dou $10 pela pintura... Era o velho jardineiro da casa.
Sendo um homem muito pobre, e esse era o único dinheiro que podia oferecer.
- Temos $10! Quem dá $20? gritou o leiloeiro.
As pessoas já estavam irritadas, não queriam a pintura do Filho,
queriam as que realmente eram valiosas, para completarem sua coleção.
Então o leiloeiro bateu o martelo: "Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendida por $10!
"Agora vamos começar com a coleção!" - gritou um.
O leiloeiro soltou seu martelo e disse:
- Sinto muito damas e cavalheiros, mas o leilão chegou ao seu final.
- Mas, e as pinturas? disseram os interessados.
- "Eu sinto muito", disse o leiloeiro. Quando me chamaram para fazer o leilão,
havia um segredo estipulado no testamento do dono.
Não seria permitido revelar esse segredo até este exato momento.
Somente a pintura O Filho seria leiloada; aquele que a comprasse,
herdaria absolutamente todas as posses desse homem
inclusive as famosas pinturas. O homem que comprou O Filho fica com tudo!"

Escrito por Nilceu às 23h11
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