ProsAmorosa


16/07/2011


CÍRCULO DE AMOR

Ele quase não viu a senhora, com o carro parado no acostamento, mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim parou seu carro e se aproximou. O carro dela cheirava a tinta, de tão novinho. Mesmo com o sorriso que ele estampava na face, ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para ajuda-la durante a última hora. Ele iria aprontar alguma? Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto. Ele pôde ver que ela estava com muito medo e disse: "Eu estou aqui para ajudar, madame. Por que não espera no carro onde está quentinho? A propósito, meu nome é Bryan". Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora era ruim o bastante. Bryan abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Logo ele já estava trocando o pneu, mas ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos. Enquanto ele apertava as porcas da roda, ela abriu a janela e começou a conversar com ele. Contou que era de St.Louis, só estava de passagem por ali e que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda. Bryan apenas sorriu enquanto se levantava. Ela perguntou quanto devia. Qualquer quantia teria sido muito pouco para ela. Já tinha imaginado todos as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Bryan não tivesse parado. Bryan não pensava em dinheiro. Aquilo não era um trabalho para ele. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade e Deus já o ajudara bastante. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo. Ele respondeu: "Se realmente quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para aquela pessoa a ajuda que precisar". E acrescentou: "... e pense em mim". Ele esperou até que ela saísse com o carro e também se foi. Tinha sido um dia frio e deprimido, mas ele se sentia bem, indo pra casa, desaparecendo no crepúsculo. Algumas milhas adiante, a senhora encontrou um pequeno restaurante. Ela entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante sujo. A cena inteira era estranha para ela. A garçonete trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e lhe dirigiu um doce sorriso. A senhora notou que a garçonete estava com quase oito meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude. A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco podia tratar tão bem a um estranho. Então se lembrou de Bryan. Depois que terminou a refeição, enquanto a garçonete buscava troco para a nota de cem dólares, a senhora se retirou. Já tinha partido, quando a garçonete voltou. A garçonete ainda queria saber onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de $100 dólares. Havia lágrimas em seus olhos, quando leu o que a senhora escreveu. Dizia: "Você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma estou lhe ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar não deixe este círculo de amor terminar com você". Bem, havia mesas para limpar, açucareiros para encher e pessoas para servir. Aquela noite, quando foi para casa e deitou-se na cama, ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixou escrito. Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto? Ela virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou: "Tudo ficará bem; eu te amo, Bryan"

Escrito por Nilceu às 22h19
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APRENDENDO COM OS DEFEITOS

Um homem, todo dia, passava pelo mesmo lugar com duas jarras de água, uma inteira e a outra com uma rachadura, impedindo-lhe de trazer a jarra cheia para servir ao seu senhor. Num belo dia, a jarra com o defeito, muito triste, pediu desculpas por não conseguir chegar cheia até a casa do seu senhor. O servo falou que não se importava, pois o que ele levava dava para atender o seu senhor. E os dias se passaram e a jarrinha continuava triste, pois ela ainda tinha uma rachadura e não conseguia ficar cheia. O homem, vendo a tristeza da jarrinha, foi lá consolá-la. E mais uma vez a jarrinha pediu-lhe desculpas pelo defeito que tinha. O homem para não deixá-la assim tão triste, pois, durante muitos anos, ele passava por ali com a jarrinha rachada e por onde ele passava derramava água, tirou proveito disso :  plantou sementes de flores e todo dia quando ele passava com a jarrinha quebrada a água que jorrava ia regando as sementes que havia plantado. Com o tempo, aquele lugar se tornou um belo jardim, mas a jarrinha ainda triste perguntou ao o homem que serventia tinha aquele simples jardim. O homem lhe disse, com muito orgulho, que dali ele tirava, todos os dias, as lindas flores para dar vida e beleza à mesa do seu senhor.

Escrito por Nilceu às 22h19
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